quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Transformar o medo em pulsão pseudo-intelectual...



o passado é um quadro expressionista do OSWALDO GOELDI, contendo todas as suas deformidades,estranhamentos e sentimentos...

My feeling...

Hoje é necessário ratificar o meu amor pelos meus familiares e amigos. Os amo com todo meu corpo e alma. Estando longe, estando perto, até mesmo aqueles que não querem falar comigo por algumas mágoas acumuladas...Pode ter certeza que quando o amor é instalado, ele não sai do meu peito e perdura em minhas lembranças PRA SEMPRE. Nunca enganei ou menti ao falar de meus sentimentos ou de minhas contradições de existir. Sempre tentei ser o mais visível possível porque não tenho medo de mostrar-me...essa é minha forma de amar...essa é meu jeito de ser feliz.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ausência- Vinícius de Moraes

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

sem saco pra escrever títulos idiotas para textos medíocres...

Sempre me questionei de que forma as teorias apreendidas nos últimos anos nas ciências sociais afetaram minha vida drasticamente. Seja na vida profissional, como nas minhas relações afetivas, eu não poderia ser mais aquela "ingênua" menina dos meus 12 anos. Os amores românticos do José de Alencar foram destruídos pelos livros da Simone de Beauvoir que me diziam como era desigual a socialização feminina e os papéis desempenhados por homens e mulheres no decorrer da história humana. Minha construção psicológica como ser feminino foi restruturado e modificado dolorosamente nesses anos. Passei a contestar meu seio familiar, como meus relacionamentos com os amigos(as) e namorado. Por que eu deveria está sempre submetida ao juízo de valor de outrem? por que meus sentimentos e atitudes sempre eram enquadrados na moral estabelecida de fora a mim? por que ,diabos, quando eu tentei mediar minha visão de mundo com outras visões de mundo, eu nunca fui respeitada? Reconheço minha predisposição a grosseria e impaciência, mas reconheço minha capacidade de entender a alteridade. Deve ter algo mais opressor em minha volta que me enquadra nesse emaranhado de sentimentos atordoantes...só pode ter sido a sociologia e a antropologia a me desnaturalizar e me propor novas dimensões de realidade. Só podia ser Nietzsche, os existencialistas e aqueles filhos da puta modernos e pós-modernos a me colocarem na solidão de existir.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Todo dia que me levanto me pergunto por que eu fui escolher as ciências sociais? Essa punheta intelectual merece um tópico a parte...

domingo, 21 de agosto de 2011

Por entre esperanças e sentimentos!

Quando tudo é obscuro e tocar a si mesmo é um grande penar, coloco como apaziguadores sentimentais os livros da minha vida e as pessoas fodas que acompanham meu caminhar. Faltam palavras nesses dias cinzas porque o sentir estaria diluído nas nuvens pesadas lá do céu. As palavras esvanecem...e as mágoas criam abrigos no coração dilacerado.Tudo está disforme nessa noite sem fim. O medo toma proporções assustadoras e a felicidade não passa de um esboço. Apesar dessas trevas, acredito na destruição criadora.O destino me golpeia, mas eu sempre acredito na renovação e na ressurreição da alma. Meus valores cristãos, mesclados com alguns preceitos orientais me elevam a um estado de espírito diferente da calmaria. Preciso da destruição e da renovação para encontrar as forças presentes dentro do meu "eu". Não acredito no mero acaso e na efemeridade das relações inter-pessoais. Todos vão passar na nossa existência e arrancaram algo de nós.Para tanto, no desenrolar das horas , vamos decidir o que fazer com os sentimentos que ficaram...essa é a parte mais difícil, essa é a parte mais dolorosa no caminhar na vida. Vou superar todos os obstáculos e ser feliz como nunca fui antes.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O momento em que pulei pra fora foi o momento em que coloquei os pés no chão

Andando pelo meu blog antigo, faço questão de rememorar pensamentos passados que estão ainda presentes em meus pensamentos...POST 19/07/2010.

"Eu não posso mais segurar as suas mãos e dizer que está tudo bem. O abismo o qual você entra é inacessível para mim. Espero que você se quebre por inteiro e depois disso junte seus cacos e construa algo novo. Não serei mais aquela a buscar sua felicidade. Estou me anulando o tempo todo em prol desse sentimento alienante. Preciso me encontrar no lugar onde me deixei, ter outras perspectivas sem ser as que eu esbocei ao estar ao seu lado. Serei eu novamente, com todos os erros e acertos. Vou olhar pro sol e não verei aquela mancha escura que você pintou e espero não ter medo de amar depois de toda dor que esse sentimento está me causando.Não amo mais você, não amo mais ninguém, to anestesiada e com pena de mim mesma.Desculpa, não serei mais sua bonequinha de pancada. Que se dane seus desejos, suas necessidades, sua dor. Vou pro lado de lá e não vou mais voltar.

"Eu estaria mentindo se dissesse que estou completamente ilesa
Você se sentiria diminuído se eu dissesse que seu amor não é suficiente?
Por que você me atrapalha? Por que você me anula?
Por que você me enerva? Por que você me enerva ainda?
Por que você me engatilha? Por que você me engatilha ainda?"