quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

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Me deparei por vezes decepcionando a mim mesma por causa das máculas causadas por ações minhas e dos outros. Fiquei agindo como uma menina mimada, entrando e saindo dos meus sentimentos como se todo o universo tivesse que conspirar ao meu favor. Não entende a necessidade de sentir a solidão entrar nos poros e absorver toda alma e ver o quanto meu ego torna impossível qualquer realização positiva. Tornar minha personalidade consistente, era meu objetivo, no entanto eu vi como isso estaria engrandecendo um ego destruidor. Tudo é impermanente até mesmo a subjetividade. A mudança é essencial e só com muito sacrifício entende que não preciso eternizar quem eu sou, por capricho alheio.

domingo, 1 de janeiro de 2012

ano novo (2012)

Há dias que tocar a si mesmo é atordoante. Você sai tateando os erros e inventando novas verdades para se adaptar ao emaranhado de sentimentos existentes dentro de si. Você se abre pro acaso e percebe como a sua sensibilidade é algo puramente clichê e tudo que foi construído o tornará solitário. Não há ninguém pra desbravar seus tormentos porque eles são inteligíveis e ambíguos. O silêncio percorre todo o corpo e só é possível sentir o sangue percorrendo nas veias e um peso pairar sobre a cabeça. O exterior passa a ser compreensível e o mistério passa a ser o universo interior. Deus? quero sentir Deus acalmar a minha pulsação...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

"Speake for me"

Eu canto meus lamentos através da percepção silenciosa. Vou tateando minhas entranhas pra fazer uma sangria   das minhas paranoias existenciais. Procuro me conter nos acontecimentos presentes e no sentir do pulsar do meu coração resplandecendo coisas boas pra mim e para os outros. Tento me reinventar a  cada dia como se minha morte estivesse próxima...até que chego a conclusão...que eu morro a cada minuto, me transformo a cada segundo...Tenho medo do desconhecido de mim, da realidade por trás das máscaras do mundo. Como uma forma de protesto contra os "insensíveis", dou minha cara a tapa e sangro o quanto for preciso para demonstrar que posso alcançar a realidade a partir das minhas experiências subjetivas com meu eu e com o entorno. Calo minhas agonias de ser, porque se tornou clichê demonstrar ter profundidade de espírito. Você se torna a menininha desajustada e entediante...Pensando bem até que seria interessante ser enquadrada nesses arquétipos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"Está na hora de dar xau..."

Sabe aquele medo de se decepcionar com as pessoas? amigos?namorado?familiares? Nesses tempos por conta de algumas coisas eu revejo meus passos e sinto o quanto eu sou idiota por me importar tanto...vou mandar um fodasse pra essas mazelas e vou a praia amanhã  com os veio \o/

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"eu tenho pressa porque a dor pode voltar"

Existem circunstâncias em nossas vidas que nos encaminham para a retomada de nós mesmos. Tentamos apagar o passado como se ele não pertencesse ao presente de quem somos, mas na verdade ele está lá pra ser descoberto e entendido. Chafurdar o que fui está sendo essencial para trilhar novas metas e jogar no lixo um amontoado de sentimentos infantis. Contemplar o mundo dentro de si é aterrorizante e ao mesmo tempo gratificante porque no meio das trevas sempre há aqueles pontos luminosos que potencialmente podem se propagar dentro do seu ser. O silêncio naqueles instantes de introspecção se propaga e acalma toda agonia de ser. O vazio e esse silêncio se torna a realidade palpável dentro de mim...nada mais existe a não ser a ideia do não-eu. Minhas partículas  tentam se dissipar naquele universo de trevas e luz. Essa é a verdadeira realidade...essa que não poder ser sentida pela razão e mensurada através de aparatos conceituais mas sim tocada pela vulnerabilidade e incongruências do coração.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"O desejo, o desejo...o medo"

O que adianta chafurdar o passado incompleto, se nele só persistem as incongruências e um amontoado de mágoas? "As horas guardam algo nos espaços do contra tempo"...e vou me indo com o pesar no coração e mil quilos de medo nas costas.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tarde de verão

Educamos nossas crianças não para a descoberta de si mesmas mas para a descoberta de si a partir da mediação com os objetos e as pessoas ao seu redor. Nunca o eu é enfocado. O interior se torna um borrão e passa a ser tão desconhecido quanto um estrangeiro em outro país. As experiências vão passando mas não conseguem exaurir a realidade presente a cada minuto que se vive. Ainda bem que tive minha avó e os livros. A primeira sentava comigo no quintal e me fazia perceber o quanto a lua, as estrelas e o ambiente em volta era componentes essenciais pra me tornar uma pessoa integra, pois eu só podia conhecer a mim se eu tivesse capacidade suficiente de sentir a efemeridade do mundo. O segundo me colocou no caos pois a cada palavra havia sentimentos desconhecidos e que passei aos poucos a me apropriar e sentir as coisas de acordo com minha experiência sinestésica com eles. Tenho pena das lindas crianças que poderiam cultivar pra sempre esses olhinhos infantis diante do mundo. Queria muito ainda possuir a ingenuidade de seus corações e andar pelo mundo com os poros abertos sem nenhuma dor ou ferida. Vou pro lado de lá, pegar na mão do meu doce priminho e ver MARIA FUJONA e JOÃO a voarem por ai...